

Poéticas do
OUTRAR-SE
Em meio a um cenário global de crise frente à epidemia gerada pelo vírus SARS-CoV-2, iniciei o projeto intitulado Poéticas do outrar-se. Inspirada pelas leituras de Édouard Glissant e sua totalidade-mundo (Glissant, 2005), e em busca de proposições artísticas possíveis de serem realizadas em meio ao período pandêmico, busquei estratégias de como compartilhar as experiências de um corpo poroso e sua potência de agir. Assim, Poéticas do outrar-se reúne um conjunto de experiências e obras que propõem de diferentes formas a ativação do imaginário, a partir de encontros, de relações e do afeto como encadeamento de novos modos de cultivo e conexão com a vida, com a espiritualidade e com os territórios que habitamos e pelos quais somos habitados.
IMERGIR
Imergir é um convite para a realização de caminhadas performativas como um ato imersivo de conexão, mapeamento e engajamento afetivo entre nossos corpos-território e os territórios-corpo nos quais realizamos nossas ações. Um convite a silenciar, sentir, escutar, cheirar e mergulhar em uma experiência imersiva. E, assim, Imergir. Esta é uma metodologia que se desdobra em ações, individuais e coletivas, despertando sensibilidades e ampliando nosso aparato sensório-perceptivo.
Imergir é também a metodologia com a qual venho desenvolvendo minhas pesquisas e produções artísticas, motivada pela investigação sobre as possibilidades poéticas do outrar-se. Essas caminhadas foram realizadas no Rio de Janeiro, Tilburg (Holanda), Estocolmo (Suécia) e Berlim (Alemanha).
Aterro do Flamengo | Rio de Janeiro | 2022
Intervenção artística realizada como parte do Laboratórios do Sensível | Goethe-Institut | Rio de Janeiro | 2021
Tilburg | Holanda | 2022
Estocolmo | Suécia | 2023
CoMuseum | Humboldt Forum | Berlim | 2025
Como Um Sopro
Videoinstalação, em dois canais, produzida em meio à Mata Atlântica brasileira. Fruto de uma pesquisa performativa de longa duração, Como um sopro emerge da potência do encontro e da convivência do meu corpo com os corpos Mata Atlântica.
Corpos movimento.
Corpos fluxos.
Corpos em emergência.
...como um Sopro Mundo.
Como Um Sopro
Videoinstalação em dois canais, exibido na mostra Embodied Forest
Curadoria: Lilian Fraiji | Realização: Ecoartspace | Santa Fé | USA | 2021
Acesso a publicação: https://issuu.com/ecoartspace/docs/embodiedforest2021
[IN]submersa
Performance-videoinstalação que compôs a instalação performativa [IN]submersa. Desenvolvida pela conexão Mulheres da Improvisação, da qual fiz parte durante o ano de 2020/2021, [IN]submersa instaura uma imersão por salas virtuais interconectadas, discutindo as relações entre corpo, presença e meio ambiente através de atos de criar, cultivar e conectar. Com uma fruição mediada pelas plataformas digitais e suas possibilidades e potencialidades técnicas, é uma experiência que coloca em discussão as singularidades e o contexto que atravessamos em tempos pandêmicos, mas também instiga a pensar ações coletivas possíveis para um mundo outro por vir.
[In]submersa
Bienal Internacional de Dança do Ceará | Fortaleza | Ceará | BR | 2021
Performance de Walmeri Ribeiro, Ana Emerich, Ivani Santana, Ligia Tourinho,
Líria Moraes, Nara Figueiredo, Tânia Marin Pez
Co-Existence – We Are Not Alone
Coexistência (2021) de Walmeri Ribeiro nos convida a mergulhar nas sutilezas de um presente distópico, explorando um cenário dramático em que o respeito por todas as formas de vida e pela própria natureza é completamente ignorado devido à percepção limitada da nossa espécie e à falta de consciência ambiental”. Texto e curadoria: Clarissa Ribeiro - Vídeo apresentado pela plataforma @laser_talks|Leonardo ISAST.
Co-Existence – We Are Not Alone
Vídeo | Laser Talks - Leonardo | Curadoria: Clarissa Ribeiro | Imagens: Thiago Caiçara
Concepção e Montagem: Walmeri Ribeiro
Realização
Financiamento















